Apenas 600 garrafas
Já não é mais nenhuma novidade que os espumantes nacionais estão entre os melhores do mundo, mas o Don Giovanni Brut Ouro, cuja produção foi de apenas 600 garrafas é realmente um produto muito especial. Este espumante diferenciado, foi produzido com uvas Chardonnay e Pinot Noir de vinhedos próprios da Don Giovanni, pelo método champenoise e envelhecido por 30 meses.
De coloração amarelo dourado, perlages finos e persistentes, aromas que lembram mel, abacaxi e melão maduros, na boca apresenta ótimo volume, o sabor é muito agradável e a acidez está na medida certa. Degustar o espumante Don Giovanni Brut Ouro/30 meses, foi um momento muito especial e de intenso prazer. 
Escrito por Umpierre às 08h53
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Elio Grasso uma grife do Piemonte
Elegância, equilíbrio e harmonia, são as melhores palavras para definir o Elio Grasso Dolcetto D'Alba dei grassi, safra 2010. Direto das colinas de Monforte d'Alba no Piemonte, para as nossas taças, um vinho elegante e delicado, produzido por uma das principais vinícolas, desta região do norte da Itália . Os vinhos elaborados com a uva Dolcetto, embora o nome possa indicar, não enseja vinhos adocicados, o Dolcetto d'Alba é considerado um vinho de todo o dia no Piemonte, mas qualquer rótulo com a assinatura de Elio Grasso é a garantia de um vinho de qualidade. Sua coloração é vermelho rubi, transparente, aromas intensos de frutas vermelhas, taninos leves, corpo médio, equilibrado, sabor agradável e final de boa persistência. Sua graduação alcóolica é de 14%, acompanha bem pizza, massas e grelhados. Após a fermentação maloláctica, o vinho permanece em tanques de aço inoxidável entre 6 a 7 meses até o seu engarrafamento. A recomendação é que seja consumido entre 4 a 5 anos após a colheita, para melhor apreciar a fragância dos seus aromas. 
Quando estive no Piemonte em 2011, era tanto vinho para degustar em tão pouco tempo, que acabei não provando nenhum Dolcetto. Dia destes ao praticar um dos meus hobbies favoritos, que é garimpar novos rótulos nas lojas de vinhos, me deparei com este Elio Grasso Dolcetto d'Alba dei grassi 2010 e decidi que era o momento de conhecê-lo, e ele não decepcionou . 
Escrito por Umpierre às 13h27
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Os 30 melhores vinhos nacionais que desgustei
Sou um consumidor de vinhos tintos nacionais há quase 40 anos. Nas décadas de 70 e 80, bebi muito Chateau La Cave, Barão de Lantier, Forrestier, Granja União, Aurora, Almadém, Gugliemone(de Viamão na Grande Porto Alegre) e até mesmo vinhos de garrafão de origem incerta e não sabida. Naquele tempo eu apenas gostava de beber vinhos. Nos anos 90, novas vinícolas começaram a surgir no mercado, e mesmo sem ter muito conhecimento sobre o assunto, o meu paladar começava a ficar mais exigente, os primeiros vinhos da Boscato, Marson, Cave de Pedra, Marco Luigi, Cavaleri, Don Cândido, Miolo, Valduga, e Don Laurindo, despertaram o meu interesse e o meu gosto, pelos tintos gaúchos. Neste período comecei as minhas primeiras incursões pelo Vale dos Vinhedos, para conhecer as vinícolas e aprender a identificar as características dos vinhos. No final dos anos 90, entrei também para o universo dos vinhos importados, mas sem nunca abandonar os nacionais. A partir do ano 2000, no rastro do sucesso destas vinícolas, surgiram novos produtores. Bebi Vallontano, Dal Pizzol, Angheben, Lidio Carraro entre outros . Uma grande variedade de novos rótulos chegavam ao mercado, aumentando as opções de bons tintos produzidos na serra gaúcha. Nos últimos anos, a movimentação no setor vitivinícola nacional cresceu em proporções geométricas, com a descoberta de novas regiões e o surgimento de vinícolas com alto nível de tecnologia e arquitetura moderna, principalmente no Rio Grande do Sul e em Santa catarina. Mais recentemente, mesmo que de forma tímida, surgiram alguns artesãos do vinho, denominados de garagistas, como Vilmar Bettú, Marco Danielli, Walter Schumacher, Ricardo Fritsch e Jorge Ducati, elaborando vinhos de grande qualidade, com produção limitada a poucas garrafas. Paralelamente a esta grande evolução dos vinhos nacionais, o meu paladar e o meu conhecimento, acompanhavam o rítmo desta evolução. Perdi a conta de quantos vinhos degustei ao longo destes anos, mas sei que foram muitos, creio que daria até para ter aberto uma pequena enoteca, se os tivesse guardado, mas com certeza não teria vivido tantos momentos felizes. Nestes quase 40 anos, o vinho nacional esteve presente na minha vida em vários momentos e sem dúvida alguma, contribuiu para que ela fosse mais alegre e feliz. Assim, em homenagem aos vinhos do Brasil, resolvi publicar uma relação dos 30 melhores vinhos tintos nacionais que degustei durante esta jornada e que na minha opinião, possuem todas as qualidades para agradar enófilos de qualquer parte do mundo. A ordem dos vinhos desta lista não obedece nenhum tipo de ranking ou classificação: 1-Vallontano Reserva Merlot 2005 2-Vallontano Reserva Cabernet Sauvignon 2005 3-Valmarino Premium Gran Merlot 2005 4-Valmarino Cabernet Franc X 2005 5-Valmarino Reserva da Família 2005 6-Churchill Cabernet Franc 2006 7-Dall'Agnol Superiore 2005 8-Quinta Ribeiro de Matos 2005 9-Angheben Teroldego 2005 10-Angheben Barbera 2010 11-Alto das Figueiras Merlot 2009 12-Gran Báculo Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2005 13-Pizzato DNA99 Merlot 2005 14-Pizzato Cabernet Sauvignon 2005 15-Miolo Terroir Merlot 2005 16-Salton Desejo Merlot 2006 17-Don Cândido Documento Merlot 2009 18-Fulvia Pinot Noir 2009 19-Hex Von Wein Cabernet Sauvignon 2007 20-Miolo Lote 43 2004 21-Quinta do Seival Castas Portuguesas 2006 22-Villa Bari Gran Rosso 2006 23-Don Abel Gran Reserva 2005 24-Antonio Dias Tannat 2008 25-Casa Valduga Stória Merlot 2005 26-Don Laurindo Tannat 10 anos safra 2005 27-Lidio Carraro Tannat Grande Vindima 2005 28-Salton Talento 2006 29-Villa Francioni Francesco 2006 30-Boscato Gran Reserva Merlot 2005

Escrito por Umpierre às 15h17
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Dall'Agnol Superiore 2005
Mais um grande vinho nacional de qualidade, mais um belo vinho da histórica safra de 2005. O Dall'Agnol Superiore 2005 é um vinho tinto produzido pela vinícola Estrelas do Brasil, localizada no distrito de Farias Lemos no município de Bento Gonçalves. Este vinho é mais um exemplo da grande evolução do vinho nacional, que através de pequenos produtores, verdadeiros artesãos da enologia, estão produzindo grandes vinhos, com produções limitadas a poucas unidades, como é o caso deste Dall'Agnoll Superiore do qual foram feitas apenas 1.000 garrafas.
O Dall'Agnol Superiore é um corte elaborado com as uvas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot e Tannat de vinhedos próprios em Farias Lemos e Nova Prata. Foi envelhecido por 24 meses em barricas de carvalho americano e a graduação alcóolica é de 13.5%. Este vinho é límpido e brilhante, apresenta coloração rubi de grande intensidade, possui aromas em profusão de coco queimado, frutas negras maduras, tabaco, e baunilha, na boca é encorpado, untuoso, taninos doces e macios, acidez viva, álcool em equilíbrio, final muito agradável e de longa duração. Em julho de 2010, após várias baterias de degustações às cegas, realizadas por um juri formado por degustadores nacionais e internacionais, ganhou a Grande Medalha de Ouro do V Concurso Internacional de Vinhos do Brasil, concorrendo com vinhos de outros 15 paises, até então nenhum outro vinho nacional havia conseguindo este feito. Na minha opinião um concurso desta grandeza e com tantos profissionais fazendo a degustação às cegas, tem muito mais credibilidade que as notas de críticos e revistas especializadas. Degustamos este vinho entre 3 enófilos e constatamos que realmente se trata de mais um grande vinho nacional. Um dos objetivos deste blog é o de apresentar aos seus leitores, os grande vinhos que estão sendo produzidos no Brasil, que não aparecem na mídia e não são muito fáceis de encontrar. 
Escrito por Umpierre às 20h18
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Émigré 2005 um gigante australiano
Não é todo o dia que surge na nossa mesa um vinho da estirpe e da qualidade do Émigré 2005, um típico tinto australiano. Foi produzido pela Vinícola Colonial Estate da região de Barossa Valley, que tem como diferencial a utilização de métodos franceses na produção de seus vinhos. O Émigré é um tinto de cor intensa, um roxo profundo, intransponível, possui uma complexa profusão de aromas, com destaque para frutas negras bem maduras, café e caramelo, na boca impõe respeito de cara, é encorpado, de grande potência e excelente textura.Tudo está no seu devido lugar, taninos macios, carvalho presente, mas bem integrado e apesar da sua alta graduação alcóolica de 15.5%, a acidez e o álcool estão bem equilibrados, e o final é bem agradável e de grande persistência. O Émigré é um corte que reune 6 tipos de uvas, de diferentes vinhedos em Barossa Valley:Shiraz 30%, Grenache 30%, Cabernet Sauvignon 20%, 15% Mourvedre, e os 5% restantes de Muscadelle e Carignan. Foi envelhecido por 18 meses em barricas de carvalho francês novo. Este vinho recebeu nota 94/100 pontos, em avaliação da The Wine Advocate de Robert Parker. 
Pois foi este gigante da enologia australiana, que eu tive o prazer de degustar até a última gota, numa bela noite de sábado, durante um excelente jantar, muito bem acompanhado por pessoas especiais . 
Escrito por Umpierre às 18h25
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Um dos grandes vinhos nacionais colocado a prova
No último domingo, resolvi colocar a prova um dos melhores vinhos nacionais que eu já bebi até hoje, o Premium Gran Merlot 2005 da Valmarino. Para traçar um parâmetro sobre a sua qualidade, decidi fazer uma comparação com um vinho italiano de alto nível, o ótimo Le Difese 2009, terceiro vinho da Tenuta San Guido, que degustei a poucos dias e fiquei encantado. 
Os dois vinhos foram decantados por mais de 40 minutos e servidos as cegas, aos participantes do nosso tradicional churrasco dominical, alguns com larga experiência no mundo dos vinhos. O primeiro vinho servido foi o Premium Gran Merlot, que encantou a todos, com a sua potência e exuberância, confirmando as suas qualidades, já identificadas em degustações anteriores. Antes da revelação de sua procedência, ninguém imaginou tratar-se de um vinho nacional, exceto se fosse algum fora de série. O italiano Le Difese foi servido logo após o término do Gran Merlot e comprovou que é um vinho de classe mundial, conquistando a todos os presentes já no aroma, foi considerado um vinho superior, pela grande maioria dos participantes, mas não foi unanimidade. Mesmo entre os que acharam o Le Difese melhor, ficou o reconhecimento da ótima qualidade do vinho da Valmarino. A superioridade do Le Difese era algo absolutamente normal e esperado, pois trata-se de um vinho produzido por uma das mais famosas vinícolas da europa, verdadeira Grife do mundo dos vinhos. A grande surpresa é a constatação de que o Merlot da pequenina Valmarino de Pinto Bandeira, se portou com muita dignidade, diante de um vinho de tamanha grandeza, que certamente é superior a muitos outros grandes vinhos produzidos no mundo todo. O que eu quis provar com esta experiência, é que o Brasil descobriu o caminho, para produzir vinhos excelentes, de qualidade internacional, mas é claro que ainda tem um longo trajeto à percorrer.
Escrito por Umpierre às 11h59
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Um grande vinho e um protesto inteligente
Hoje degustei um grande vinho italiano, chamado Le Difese safra 2009, produzido por uma das mais renomadas vinícolas do mundo, que também produz o maravilhoso Guidalberto, um dos melhores vinhos que já tomei até hoje, e o grande ícone italiano Sassicaia, que tive o prazer e privilégio de beber 50 ml nas torneiras de Montalcino em 2011. 
Pois o Le Difese, é o filho mais jovem da Tenuta San Guido e como não poderia deixar de ser, possui a mesma linhagem nobre da familia, mas não é tão austero quanto os seus irmãos mais velhos. É também um IGT, produzido com 70% de Cabernet Sauvignon e 30% Sangiovese, de vinhedos da região de Bolgheri na Toscana . No visual é brilhante, apresenta uma coloração vermelho rubi intensa, possui aromas de groselha, frutas vermelhas maduras, ervas e tostado, na boca é sedoso, tem sabor de frutas doces, taninos macios, acidez viva e álcool em perfeito equilíbrio, final agradável e de grande persistência. Foi envelhecido por 12 meses em barricas de carvalho francês e americano e o seu teor alcóolico é de 14%. É sem nenhuma dúvida, um dos grandes vinhos que já tive a oportunidade de degustar. Este vinho está sendo vendido numa loja aqui em Porto Alegre pelo preço de R$199,00, mas esta garrafa eu comprei por R$ 89,00, num protesto inteligente que uma Importadora de São Paulo realizou, contra a aprovação da Salvaguardas, vendendo alguns rótulos, sem os valores dos impostos de importação, demonstrando como é pesada a carga tributária, e que o preço deste tipo de vinho é muito superior ao preço médio do vinho nacional, e portanto não contribui para a redução do mercado do vinho produzido aqui no Brasil. Parabenizo a importadora pela brilhante idéia, e sugiro que os donos de restaurantes que estão boicotando o vinho nacional, sigam este exemplo e reduzam as margens absurdas que colocam sobre o preço do vinhos servidos em seus estabelecimentos. Seria uma atitude mais coerente e menos radical e certamente poderia surtir mais efeito.
Escrito por Umpierre às 15h17
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Lembranças saidas de uma garrafa de Chianti
O excelente Chianti Clássico Riserva do Casttelo D'Albola, safra 2005, que degustei dias atrás, me levou direto ao interior de um Castelo medieval, construido no século XII no topo de uma das tantas colinas no coração da região de Chianti, próximo a pequenina Radda in Chianti, na Toscana. 
O vinho é um dos melhores Chiantis que já degustei, apresenta coloração de cereja madura, aromas nítidos de frutas vermelhas frescas, baunilha e especiarias e na boca taninos macios, acidez e alcool em perfeito equilíbrio, corpo médio e final de longa duração. 
A cada gole do belo Chianti, minha mente era tomada pelas lembranças dos momentos mágicos vividos naquele lugar histórico, em especial do almoço maravilhoso que foi servido ao nosso grupo, num dos salões do Casttelo D'Albola, palco da história medieval de Florença e que serviu de residência à importantes famílias de nobres florentinos.  Relembrei do delicioso ragú de javali, regado a muitos Chiantis, entre eles o especialíssimo Casttelo D'Albola Chianti Clássico Riserva, como este que acabei de degustar .  Muitas lembranças de uma inesquecível viagem à Toscana, saidas de dentro de uma garrafa de um belo Chianti ! 
Escrito por Umpierre às 18h31
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Dicas para iniciar a caminhada no mundo dos vinhos
São muitos os caminhos que nos levam a descobrir o fascinante mundo dos vinhos. Para aqueles que tem algum interesse, em ingressar neste universo de cores, aromas e sabores, relacionei a seguir, alguns passos que poderão facilitar a caminhada. Um dos que considero importante e que eu utilizo com frequência, é beber vinhos diferentes, de lugares diferentes, evitando sempre que possível a repetição dos mesmos rótulos. Outra dica, é comprar vinhos em lojas especializadas, onde o atendimento é feito por profissionais bem preparados, que certamente lhe transmitirão informações detalhadas, sobre os mais variados tipos de vinhos e estas informações ao longo de algum tempo, serão importantes na formação da sua cultura enológica. Para aqueles que ainda não tem conhecimento sobre o mundo dos vinhos, não recomendo comprar vinhos em supermercados, pois são rarissímos os que possuem um profissional especializado para atender e informar o consumidor que fica perdido em meio a tantos rótulos, e com receio de comprar um vinho que ainda não conhece, acaba comprando sempre o mesmo vinho. Visitas periódicas a vinícolas de regiões e paises diferentes, para conhecer os processos de cultivo e produção, é também de grande valia. Participar de confrarias, é uma ótima maneira de aprender, pois normalmente realizam degustações com os mais diversos temas e ainda possibilita a troca de impressões com os demais participantes, em alguma ocasiões convidam especialistas para falar sobre o tema da degustação. Cursos de degustações também são importantes, ajudam a avançar no processo. Outro canal de aprendizado é através da literatura do vinho, existe uma grande diversidade de livros que tratam sobre o assunto E não podemos esquecer a internet, que é sem dúvida, um dos principais aliados nesta busca por conhecimento sobre vinhos. Certamente existem outras maneiras de aprender sobre vinhos, mas acredito que este conjunto de dicas que acima relacionei, lhe ajudarão a iniciar na prazeirosa caminhada em direção ao conhecimento sobre o mundo dos vinhos.
Escrito por Umpierre às 20h23
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Surge uma nova vinícola nacional
Mais uma nova vinícola surge no cenário da região da Campanha gaúcha. A Vinícola Maufer, dos mesmos proprietários de uma das mais conceituadas cabanhas do Brasil, está localizada no municipio de Hulha Negra a pouco minutos de Bagé. São 22ha de vinhedos, onde estão sendo cultivadas as variedades, Cabernet Franc, Merlot, Cabernet Sauvignon, Carmènére, Malbec, Syrah, Tannat, Tempranilho, Pinot Noir, Sauvignon Blanc, Chardonnay, Riesling Itálico e Riesling Renano. Conduzidas pelo sistema espaldeira. O responsável técnico é o reconhecido enólogo e produtor Luiz Henrique Zanini. Com características típicas dos pampas, esta região tem mostrado grande importância na obtenção de uvas de alta qualidade. A grande amplitude térmica, topografia, invernos rigorosos e verões quentes e secos, completam as características adequadas para o cultivo das mais variadas qualidades viníferas. Como características de suas atividades em outros segmentos, a MAUFER estabelece altos padrões de qualidade para todas as etapas do processo de elaboração do vinho. Desde o cultivo da planta, colheita das uvas, seleção de matérias-primas e o processo produtivo, são estabelecidos pré-requisitos rigorosos. O objetivo é conferir níveis de qualidade superior e para que o produto obedeça as características originais de seu terroir, criando um vinho típico e autêntico da região da Campanha. Os dois primeiros vinhos produzidos pela Maufer, começaram a ser comercializados neste ano de 2012. São 1.100 garrafas de um varietal da cepa Merlot da safra 2007, com estágio de 8 meses em barricas de carvalho francês e graduação alcóolica de 13%, e 550 garrafas de um Chardonnay safra 2011, sem passagem por carvalho e teor alcóolico de 12%. Gradativamente, novos rótulos deverão ser lançados, produzidos com as demais variedades das uvas cultivadas pela Maufer.
(esta foto pertence ao site da Maufer) Ainda não degustei nenhum dos vinhos da nova vinícola, mas assim que isso ocorrer, os leitores do blog serão informados. Levando em conta o ótimo terroir da Campanha, as técnicas e os cuidados no cultivo das uvas, os processos de produção, e o enólogo que está a frente do projeto, os vinhos da Maufer possuem todos os requisitos para cair no agrado dos enófilos. 
Escrito por Umpierre às 19h35
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A hipocrisia do vinho
As principais iniciativas para boicotar de forma radical os vinhos nacionais, estão partindo de alguns chefs famosos e restaurantes de luxo do eixo Rio-São Paulo, onde os preços cobrados pelos vinhos atingem margens exorbitantes, em alguns casos ultrapassando os limites do respeito para com o consumidor . Em uma recente e esclarecedora pesquisa, realizada por dois reconhecidos enoblogueiros, ficou demonstrado e comprovado de forma inequívoca os absurdos das margens praticadas por diversos restaurantes das duas principais Capitais do País, que variam de 37,68% a abusivos 216,68%. Agora, talvez imaginando que as medidas propostas, possam reduzir os seus lucros, hipócritamente, pregam uma verdadeira revolução, sem dar a mínima importância aos prejuízos que tal atitude poderá causar a imagem do vinho nacional, que as custas de altos investimentos, vem a cada ano construindo uma imagem positiva junto ao consumidor, mostrando que nem tudo que é importado é de boa qualidade, até mesmo porque para eles isto não faz a menor diferença, pois em suas cartas de vinhos, os rótulos nacionais estão resumidos a pouco mais de meia dúzia. Para encerrar, gostaria de recomendar a leitura do excelente comentário publicado nesta quarta-feira, 04 de abril, por Adolfo Lona, em seu blog, sob o título -"Concorrência estimulante ou predatória? ". Sinceramente, eu não queria abordar mais este assunto, mas não dá prá ficar calado diante de tamanha hipocrisia.

Escrito por Umpierre às 18h24
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Nem todo vinho francês é caro
O Chateau Bois Pertuis safra 2009, é um vinho francês de Bordeaux que pode derrubar qualquer especialista numa degustação as cegas com os vinhos mais famosos e mais caros da região. O Chateau Bois Pertuis safra 2009, é o que eu chamo de um ótimo custo benefício, e serve para desmentir alguns pseudos entendidos, que vivem alardeando que todo o vinho francês de boa qualidade custa caro. Pois o Bois Pertuis é um belo vinho francês e custa apenas R$49,00, comprado aqui no Brasil, onde já está incluido as taxas de importação, carga tributária, lucro da vinícola, do importador e da loja. 
De cor rubi violáceo de média intensidade, aromas agradáveis de frutas vermelhas maduras, baunilha e especiarias, na boca é bem equilibrado, de bom corpo, sabor picante e final de longa duração. Seu teor alcóolico é de surpreendentes 14.5%, o que para um vinho francês , não é um fato muito comum. Poderia se dizer que é um vinho francês não tão tradicional, que fica no meio do caminho, entre o velho e o novo mundo, mais ao gosto do consumidor globalizado, mas independente de qualquer conceito, é um ótimo vinho ! 
Escrito por Umpierre às 10h40
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Porque sou contra o boicote
Primeiramente, por entender que se trata de uma medida precipitada e radical, ainda mais em se tratando de um boicote através das redes sociais, que é uma verdadeira "bomba atômica virtual", que vai atingir principalmente aos pequenos produtores que já enfrentam hoje, grandes dificuldades para manter o seu negócio funcionando. Salvo raras exceções, o que estão pregando é um boicote ao vinho nacional de forma indistinta, e mesmo que assim não fosse, fatalmente atingirá a todos e não somente os grandes, estes conseguirão sobreviver, pois graças a sua condição econômica, saberão superar as dificuldades e retomar o seu crescimento com certa tranquilidade, mas os pequenos não, estes poderão ter que fechar as portas. No final das contas quem vai pagar o pato, serão os pequenos produtores. Como diz o velho ditado: " nesta guerra do rochedo contra o mar, quem vai levar a pior é o marisco". Apesar de achar que a salvaguardas é um instrumento legal, utilizado por muitos países, inclusive com prejuizos à alguns produtos produzidos no Brasil, também sou contrário a esta medida, assim como sou contrário ao boicote. Sou totalmente favorável a criação de medidas para reduzir a grande carga tributária. Sou favorável a uma política diferenciada voltada ao pequeno produtor. Sou favorável a criação de linhas de financiamentos, para implementação de novos vinhedos, para a colheita, para a compra de equipamentos e para a construção de novas instalações. Sou favorável que o vinho seja enquadrado no grupo de alimentos. Enfim, sou favorável que a verdadeira luta seja para alcançar estes objetivos, sem a necessidade de causar danos ou prejuizos a imagem de qualquer empresa ou segmento. Mas definitivamente sou contra o boicote, pelo estrago de grandes proporções que ele pode causar à indústria do vinho nacional como um todo e a consequência disso, é que os consumidores também serão prejudicados. Precisamos ter muita calma nesta hora, um movimento desta grandiosidade só deveria ser proposto e utilizado em casos extremos, como foi no caso da derrubada de alguns ditadores de paises árabes, até mesmo para não se vulgarizar uma arma tão poderosa, pois daqui a pouco, muitos dos que estão propondo este boicote contra o vinho nacional, poderão ter seus negócios transformados em alvo de campanhas semelhantes. 
Escrito por Umpierre às 22h31
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Quinta Ribeiro de Mattos
Como eu não faço e nunca farei parte dos que pregam boicote ao vinho nacional, foi com grande prazer que degustei neste último domingo, mais um vinho nacional de qualidade. Trata-se do Quinta Ribeiro de Mattos Cabernet Sauvignon Nº 1, da histórica safra de 2005 na Serra Gaúcha. 
O vinho possui uma coloração rubi violáceo intenso, aromas de frutas maduras, baunilha e especiarias, na boca possui corpo médio, equilibrado, taninos macios e final de boa duração. Foi produzido com 100% de uvas Cabernet Sauvigon cultivadas na encosta nº1 de vinhedos em Santa Lúcia, Linha Leopoldina, localizados no Vale dos Vinhedos. Passou por barrícas de carvalho francês 50%, carvalho americano 25%, e os outros 25% não passou por carvalho. Seu teor alcóolico é de 14% e foram produzidas apenas 2.500 garrafas, com preço médio de R$35,00, mas que estão praticamente esgotadas. O Quinta Ribeiro de Mattos é mais um, entre outros tantos vinhos de boa qualidade que estão sendo produzidos no Brasil. A lamentar apenas, que um produtor com este talento e capacidade, para produzir um vinho deste nível, tenha encerrado as atividades da sua vinícola, por falta de incentívos governamentais ao pequeno produtor. 
Escrito por Umpierre às 12h45
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O ritual de Bordeaux
Um serial killer ronda Bordeaux e assina seus crimes com um ritual estranho, porém suntuoso, que deixa a polícia de mãos atadas. Diante do corpo, sempre de um senhor por volta dos oitenta anos, uma cena quase mística: doze taças dispostas em semicírculo. A assinatura:uma, duas ou mais taças cheias de vinho. Frente a este cenário, o delegado Barbaroux se vê obrigado a desvendar a preferência do assassino. Qual seria o seu vinho ? O célebre enólogo Benjamin Cooker, acompanhado por seu jovem assistente Virgile, é, então, chamado para ajudar a esclarecer uma investigação que a cada dia se torna mais sombria. O desafio se anuncia e Cooker, sem titubear, se envolve nas buscas e percebe que é tão importante desvendar o paladar do vinho quanto sua safra. O seu ano certamente fornecerá os caminhos que o levarão a mergulhar numa incansável pesquisa. Dela emergirá um dos períodos mais obscuros da história da França, a época da ocupação alemã. Nos vestígios podem estar as chaves para a solução dos crimes. Este é um resumo do divertido e saboroso, "O ritual de Bordeaux", livro de autoria de Jean-Pierre Alaux e Noël Balen, publicado no Brasil pela Editora Rocco. Jean-Pierre Alaux é diretor de redação da revista Cigares & Co. e mora em meio aos vinhedos do vale do Lot, uma das mais belas regiões do sudoeste da França. Noël Balen, que vive em Bordeaux, divide seu tempo entre a literatura e a produção musical. Este livro é o terceiro da coleção "Sangue da Vinha" que ainda tem : "Bodas de ouro em Yquem" e "Desvendando Margaux" 
Escrito por Umpierre às 20h24
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